Parque Floresta – Nossa Senhora das Graças

O Parque Floresta, que tem Nossa Senhora das Graças como padroeira, é uma comunidade que integra o Setor II da Paróquia de Sant’Ana Soledade II. Os festejos em honra à Nossa Senhora acontecem no mês de novembro.

Casa onde acontecem as celebrações no Parque Floresta. CRÉDITO: Iago Cavalcanti

Casa onde acontecem as celebrações no Parque Floresta.
CRÉDITO: Iago Cavalcanti

Fundação: 13 de novembro de 2009

Padroeira: Nossa Senhora das Graças

Festa litúrgica: 27 de novembro

Articuladores: Juvêncio Neto Martins e José Ricardo de Souza

Endereço: Rua Boa Esperança, 130, Parque Floresta. Pajuçara.

Grupos pastorais: Canto Litúrgico, Dízimo, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, Liturgia, Pastoral da Juventude, Terço dos Homens, Coroinhas e Legião de Maria.

Memória

A comunidade do Parque Floresta surgiu em 13 de novembro de 2009. No mesmo período, os moradores começaram a se reunir em suas próprias casas, pois ainda não existia templo nem lugar definido para as celebrações.

Nossa Senhora das Graças foi escolha como padroeira pelo fato de que nesta região não havia nenhuma igreja dedicada à Maria Santíssima das Graças.

Em 2016 a comunidade que até então não possuía templo, iniciou a construção da Igreja após conseguir adquirir um terreno, doado pela Prefeitura do Natal.

Desde então, os moradores se mobilizam através de arrecadações, eventos, festas comemorativas (São João, dia das crianças,…) e bazar para adquirir fundos e reverter em material de construção para aplicar na construção da igreja.

As celebrações por enquanto acontecem numa casa alugada pela comunidade.

Nossa Senhora das Graças

Imagem de Nossa Senhora das Graças do Parque Floresta. CRÉDITO: Arquivo PASCOM

Imagem de Nossa Senhora das Graças do Parque Floresta.
CRÉDITO: Arquivo PASCOM

Também conhecida como Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a Virgem das Graças está ligada às suas aparições para Santa Catarina de Labouré, uma jovem freira que foi encarregada de cumprir uma missão evangelizadora.

A primeira aparição acontece na festa de São Vicente de Paulo, quando Catarina ora para que pudesse ver Maria com seus próprios olhos. Na mesma noite, Catarina desperta com uma luz durante a madrugada e segue até a capela do convento. Lá ela encontra a Virgem Maria, que diz ter uma missão para a jovem freira:

“Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas. Os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem. Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos estarão sempre sobre ti. Haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá”.

Catarina continua sua rotina como e costume e no dia 27 de novembro de 1830, quando estava na capela com outras irmãs, viu a Virgem sobre um grande globo, com um globo menor nas mãos onde estava escrito a palavra “França”. Ela explicou que o globo simbolizava o mundo todo, e que o tempo seria difícil para os pobres e para os refugiados das guerras na época, sobretudo na França.

A visão mudou e Maria apareceu com os braços estendidos e com anéis que irradiavam luz. Ao seu redor, estava arqueada uma frase que dizia: “Oh, Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.”

E a Virgem disse: “Faz cunhar uma medalha onde apareça minha imagem como a vês agora. Todos os que a usarem receberão grandes graças”.

A Virgem disse que Catarina procurasse a ajuda de seu confessor, Padre Jean Maria Aladel. Catarina contou tudo ao padre, que no início não acreditou, mas depois de dois anos observando a índole de Catarina, dirigiu-se ao arcebispo, que mandou fazer a cunhagem de 2000 medalhas em 20 de junho de 1832.

Desde então, a devoção à Nossa Senhora das Graças, por meio medalha, não parou de crescer.

FONTE: Católicos Via Lumina